quarta-feira, 16 de março de 2016

JARDIM DA ALMA - Por: Luciane Moraes (Irmã Maria Teresa da Ss. Trindade ocd)


Na noite escura, sem sono,
por Ti, meu amor, suspiro.
Quanto tempo valerás este pranto?
Quanto tempo velarás por mim?
 
A paz que eu tinha já não tenho mais.
A paz que enfim terei, fico a pensar.
Inundo-me nas lágrimas, enfim.
 
Tu, Amor, és o meu jardim.
Jardim florido, em que poucos podem adentrar.
Sou tua fonte, no teu centro irei estar,
mas não jorro, pois ainda estou sem Ti.
Ó Amado de minh'alma, 
sei onde repousas.
Mas ainda vago perdida,
neste meu deserto.
 
Vem, ó Tu que és vida!
Vem dar vida a esta fonte,
de onde jorrará água
a todos os homens.
Caminho como noiva
em Tua direção.
Vem desposar-me,
já estou enferma de amor


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