sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A HUMANIZAÇÃO DA ESMOLA



A emola deve ser entendida para os dias atuais como um auxílio caritativo entre pessoas humanas que supere a doação monetária. Pois, se se desconhece a verdadeira intenção de um pedinte que solicita auxílio monetário, é mais seguro para a certeza de quem auxilia, dar o imediato objeto do qual alega necessitar o esmoler, mas se tona mais humano um auxílio educativo que proporcione bases ao necessitado para garantir-lhe integração social e condições de sobrevivência dignas.
 Na maioria das vezes que damos auxílio a um pobre necessitado, pedinte, se o auxiliamos monetariamente, não temos a certeza se tal pedinte utilizará o valor recebido para amenizar suas necessidades fisiológicas - de fome, saúde ou outras como transporte, as que geralmente alegam nesses casos. Sabemos que nem sempre essas são as verdadeiras causas, muitos enganam, pois, na verdade, querem sustentar vícios tais como cigarro, bebidas alcoólicas ou drogas ilegais.
 Muitos se dispõem a ajudar, em tais casos, e contribuir para resgatar a dignidade dessas pessoas marginalizadas, até por um imperativo de suas consciências humanitárias, mas convém pensar se não é mais seguro e mais correto não doar o dinheiro, mas, dar diretamente os objetos que alegam precisar, ou, melhor ainda, agir de acordo com o pensamento corrente, atualmente, nos grupos e instituições que promovem a caridade e o assistencialismo, bem como na mentalidade de muitos cidadãos, de que é mais humano um auxílio em longo prazo - sem deixar de saciar imediatamente as necessidades basilares, segundo a Hierarquia das necessidades humanas, de Abraham Maslow (1908-1970) - fundamentando-se numa sólida educação e treinamento que proporcionem alicerces para uma progressiva integração social, aliada às condições dignas de vida.
 Portanto, na atualidade, a esmola deve superar o auxílio monetário, tornando-se intensivamente verdadeiro auxílio caritativo, que é sempre humano, já que não é evidente a veracidade da intenção do pedinte, constitui-se indubitável saciar de imediato o fim alegado e se configura sensibilidade humana um auxílio educacional que reintegre, dignamente, a pessoa marginalizada, na vida social. Assim, faz-se linguagem salutar que o termo esmola ganhe intensamente na vida social, os significados de valorização da pessoa humana e de caridade.

REFERÊNCIAS
BRAGHIROLLI, E. Maria. Et. AL. Psicologia geral.20.ed. Petrópolis-RJ: Vozes.
SCHULTZ, Duane P; SCHULTZ, S. Ellen. História da Psicologia Moderna.13.ed. São Paulo: Cultrix, 1992.

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