terça-feira, 26 de novembro de 2013

DESCRIÇÃO DO HOMEM - Por: Karol Wojtyla







Há enredos e emaranhados
Se procuras decifrá-los
Sentes que juntos a esses que deverias rasgar-te a ti mesmo
Basta-te então olhar
Procurar entender
Não te adentrar pertinaz para que não te engula o abismo
É apenas o abismo do pensar
Não é o abismo do ser
O ser não absorve, mas cresce
E lentamente se transforma em sussurro.
Este é pensamento impregnado de existência
Tu, o Universo, Deus.
Inversamente, sentes como tudo te agarra as pernas
O ser se reduz a um ponto
E o pensamento como estepe se torna árido
Simplesmente trabalha, tem confiança
E entra em ti apenas aquilo tanto que te torna consciente do teu orgulho
E isso já é humildade
E vigia, sobretudo, a vontade
O prepotente desabafo do sentimento surge apenas raramente
E a Deus não chega.

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