terça-feira, 26 de novembro de 2013

DESCRIÇÃO DO HOMEM - Por: Karol Wojtyla







Há enredos e emaranhados
Se procuras decifrá-los
Sentes que juntos a esses que deverias rasgar-te a ti mesmo
Basta-te então olhar
Procurar entender
Não te adentrar pertinaz para que não te engula o abismo
É apenas o abismo do pensar
Não é o abismo do ser
O ser não absorve, mas cresce
E lentamente se transforma em sussurro.
Este é pensamento impregnado de existência
Tu, o Universo, Deus.
Inversamente, sentes como tudo te agarra as pernas
O ser se reduz a um ponto
E o pensamento como estepe se torna árido
Simplesmente trabalha, tem confiança
E entra em ti apenas aquilo tanto que te torna consciente do teu orgulho
E isso já é humildade
E vigia, sobretudo, a vontade
O prepotente desabafo do sentimento surge apenas raramente
E a Deus não chega.

sábado, 2 de novembro de 2013

CAPANEMA: terra boa do Pará (Por: Jovêncio Oliveira)



I

Capanema, Capanema! Só vendo pra acreditar, em tantas belezas, nesta linda cidade do Pará!

Quando estou longe desse lugar o meu peito começa a apertar. Morrendo de saudades assim...

Não vou ficar. Vou até lá, rever e recordar: Lá eu nasci e cresci, é bom de morar!



II

Só o amor deu forças pra começar esta cidade: Capanema do Pará. Cresceu e multiplicou

Abençoada pela mão do Criador.

O seu primeiro centenário completou!

 



III

Eu vou lá, rever este lugar!

Eu vou lá, rever este lugar!

A nossa Capanema, Capanema do Pará!

De um povo que está sempre a sorrir e a cantar!



IV

Capanema! Capanema! Terra boa do Pará, do açaí, da maniçoba e também do tacacá, também de muitas belezas

Daqui já foram eleitas muitas Misses - Pará.

Dos intermunicipais somos tricampeões, título conquistado com a nossa Seleção.

 


V

Estou aqui matando a saudade dessa linda cidade: Capanema, no Pará

Que já tem uma história de cem anos a contar; de Antônio Gerônimo até os nossos dias de alegria!



VI

Quando avistei a praça onde brincava e, os colegas com os quais estudava

Fiquei a lembrar o carinho com o qual

 Os professores nos ensinavam.

 


VII

A bela avenida que mereceu o nome de um barão, repleta de lojas, servindo a população;

Desta eu lembro quando tinha a Estação, do trem,

Que fazia a linha de Bragança à Belém.



VIII

Vi a grande Cibrasa, que tira matéria-prima deste chão; fazendo um ótimo cimento,

Usado de pequenas a grandes construções

Edificando o enriquecimento de diversas regiões!

IX

Alguém jamais irá esquecer, quando vê todos juntos confeccionando os tapetes nesse chão, refletindo o CORPUS CHRISTI.

Pois sente uma paz tão profunda, que acalma o corpo e a alma.

 


X

Todos parecem ter um pouquinho de Francisco no coração, de Capanema à Nova Assis, segue a grande multidão

Cantando e louvando, com Francisco, ao Pai da criação.

XI

A praça da matriz é de encantar, pois é uma felicidade vê aquele monumento nesta cidade.

Aqui sentimos a presença de um anjo guardião,

Que do céu chegou para a nossa proteção!

 


XII

Quando eu estou longe daqui...

Brota-me uma saudade

Com uma vontade de voltar,

E fico a cantar...




sexta-feira, 1 de novembro de 2013

ESSE MUNDO (Por: Paulo Vasconcellos)






Que mundo é esse;
Um mundo moderno
Sei lá, parece o inferno,
Mas não é.

É o mundo da gente
Aquele mundo cão
Como diz na profecia
Irmão matando irmão

Não é esse o mundo
Que queremos
Buscamos um mundo moderno,
Que seja cheio de harmonia,
Até um mundo eterno

Que não haja tanta desgraça
Que as pessoas se respeitem mais
Senão fica tudo para trás
A alegria vira tristea
Acaba  a nobre beleza
E todos vivendo de ameaça

O mundo tem dessas coisas
Às vezes alguém
Sente vontade de desistir da vida
Que vida, malvada!
Que nada!
A vida é bela e o mundo é cruel!

Esse mundo de meu Deus
Que me fascina e me faz feliz
Um mundo que eu queria
Só pra mim
O amor está em alta?
Ou, o amor esta em baixa?
Tem tristeza e tem discórdia,
Tem desgraça e tem desamor.

Ah! Esse mundo!
Cheio de alternativas
De graça, de belas coisas,
Que nem sempre estão ao nosso alcance,
Mas sempre a nos ensinar
Os caminhos certos e os errados
Ah! que mundo louco!


VASCOCELLOS, Paulo. Esse mundo. In: ___. Poetando. Capanema: Grafimil, 2013, p.51-52.