terça-feira, 22 de maio de 2012

A MÚSICA NA IGREJA - Por: Romário Avelino. OFMconv


     
     Ao falarmos em música, nos vem à cabeça algo que gostamos de ouvir e sentir em nosso interior que nos faz bem e nos ajuda a relaxar melhor. A música pode ser entendida como um conjunto de sons agradáveis ao ouvido. A palavra "mousiké" ( musica) propriamente dita foram os gregos que criaram e significa arte das musas que segundo a mitologia eram nove deusas responsáveis pela inspiração dos poetas e compositores. Ela é linguagem que expressa à vida humana em várias dimensões: psicologia, social, cultural, etc.
       Dentro do âmbito religioso, a música é muito importante, pois desempenha um papel de grande valor. Ela esta presente em todos os tipos de rituais religiosos. Um bom exemplo são as religiões de matriz africana, onde os sons dos tambores embalam seus fieis no ritual deixando-os em estado de êxtase profundo.  Já na Igreja Católica, vemos que a musica também ocupa um lugar de destaque dentro de sua liturgia. Ela não ofusca a pessoa de Jesus Cristo que é o centro de toda a ação litúrgica, mas sim ajuda a assembleia a penetrar no mistério da fé por meio de sua harmonia. Sua importância se dá desde os primórdios do cristianismo e ate mesmo antes dele.
        Dentro da liturgia cristã, a música no ritual expressa a fé herdada do povo da primeira aliança. Ela busca unir em um só corpo e um só espírito toda a assembleia, num louvor ao Deus todo poderoso, introduzindo-a no tempo litúrgico nas festas e solenidades.
        Na Sagrada Escritura temos vários exemplos de expressões de agradecimento ao Senhor por meio da musica. O salmista pede ao povo que louve ao Senhor em toda a parte da terra (Sal. 148), o povo que canta agradecendo a Deus a ajuda e a libertação das mãos do faraó (Ex. 15), Maria que dá glorias a Deus por trazer em seu ventre o Salvador do mundo (Luc.1, 46). 
         O Concilio Vaticano II, em sua constituição Sacrosanctum Concilium nos diz que “a música contribui de forma considerável na vivencia da fé. Ela conduz à centralidade do mistério celebrado, a partir do tríplice serviço: assembleia, ritos, palavra de Deus.” (SC 118). Ninguém esta ali para tocar ou cantar para o povo, mas sim com o povo que unido dá a Deus o louvor por tantas graças recebidas.  Por isso a ação litúrgica ganha em nobreza quando o serviço divino se celebra com solenidade e é cantado pelo povo que dele participa. (SC 113). Quem canta reza duas vezes. Cantar para Deus é elevar a alma às alturas em um louvor universal e de coração, que tesouro algum se iguala em valor e grandeza. 

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